Mapeando o céu
O novo release publicado no site da ESO, cujo o título é A Jumble of Exotic Stars (Um amontoado de estrelas exóticas), revela imagens e um video pra lá de bacana que mostram, com um detalhe espetacular, um aglomerado com milhões de estrelas com propriedades incomuns.
 
As imagens foram registradas pelo VISTA  (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy),  maior telescópio de rastreio do mundo dedicado exclusivamente a mapear o céu. Situado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, este telescópio infravermelho, com o seu espelho enorme, grande campo de visão e detectores muito sensíveis, nos possibilita uma visão com todo o detalhe e completamente diferente do céu. Usando uma combinação de imagens infravermelhas muito nítidas e observações feitas no visível, os astrônomos podem obter informações sobre o conteúdo e história de objetos como o 47 Tucanae, um aglomerado globular enorme (tão grande que, apesar da distância pode ser observado a olho nu) e muito antigo, a cerca de 15 mil anos-luz de distância da Terra e que é conhecido por possuir muitas estrelas e sistemas estranhos e interessantes.
 
Tal como os satélites orbitam a Terra, os aglomerados orbitam os núcleos das galáxias. Estes amontoados de estrelas contêm muito pouco gás e poeira – pensa-se que a maior parte deste material ou é lançado para fora do aglomerado através de ventos e explosões das estrelas, ou é arrancado pelo gás interestelar que interage com o aglomerado.
 
No meio da enorme massa de estrelas situada no seu centro, encontramos sistemas intrigantes tais como fontes de raios X, estrelas variáveis, estrelas vampiras, estrelas aparentemente “normais” mas inesperadamente brilhantes conhecidas como retardatárias azuis (eso1243), e pequeníssimos objetos chamadas pulsares de milissegundo, que são pequenas estrelas mortas que giram surpreendentemente depressa.
 
Quer ver de pertinho?
 
Veja o video  feito através de uma visão ampla da região do céu em torno da Pequena Nuvem de Magalhães. Na sequência final, vemos uma visão detalhada de infravermelho, registrada pelo telescópio VISTA no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. 
 
 
 
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