Programa Espacial Europeu: Europa também busca o seu “espaço”

Nos blogs 16 e 17, de 28 de dezembro do ano passado, apresentei números relativos ao Programa Espacial Brasileiro (PEB) e ações da China para alcançar a liderança no setor espacial. Nesse blog trago informações sobre o Programa Espacial Europeu.

Segundo o Diretor da Área de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, Dr. Thyrso Villela, o orçamento do PEB é de R$ 300 milhões anuais. Segundo a última edição da revista Geospatial World (dez 2011), os países da comunidade europeia investem € 3 bilhões ao ano na Agência Espacial Europeia (ESA) e outros tantos em programas nacionais.

Além desses investimentos, parte do orçamento da Comissão Europeia é dedicada a programas espaciais, como o Galileo. Aliás, esse programa (sistema de navegação por satélite) é o maior destinatário destes recursos.

Outro programa que recebe parte significativa desses recursos é o GMES (Global Monitoring for Environment and Security), voltado para dotar a Europa de um eficiente sistema de observação da Terra. Em suma, o investimento europeu no setor espacial é mais de cinquenta vezes o investimento brasileiro. Quando compararmos os resultados, devemos ter esses números em mente.

A Europa tem hoje um gigante do setor aeroespacial. O consórcio EADS (European Aeronautic Defence and Space) é um dos principais atores do mercado. Uma de suas empresas, a Astrium, é hoje a principal empresa europeia em tecnologia espacial. Ela coordena o trabalho de 45 companhias em 11 diferentes países da Europa para construção do satélite Sentinel-4. Além disso, ela mesmo está construindo mais 2 satélites Sentinel do programa GMES, sob contrato com a ESA. A Astrium, com seus mais de 15.000 funcionários (+12 vezes o INPE), opera diversos satélites, tais como TerraSAR-X, TanDEM-X e a constelação Spot.

Outras empresas, não tão grandes, têm dado contribuição valiosa, tais como a alemã RapidEye (hoje com forte participação canadense) e a britânica DMCii (Disaster Monitoring Constellation International Imaging), que operam constelações de satélites de média-alta e média resoluções espaciais e alta resolução temporal. A RapidEye já conquistou um lugar de destaque no mercado brasileiro, por meio de sua representante local, a Santiago & Cintra Consultoria.

Definitivamente, a polarização EUA e URSS ficou no passado. Outros atores estão aparecendo e o “espaço” está mais bem dividido.

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